Resenha: Outlander – Diana Gabaldon

Postado em Atualizado em

imageClaire, a protagonista de A viajante do tempo é uma mulher de personalidade forte, lutando para se manter num mundo de homens violentos, que busca seu verdadeiro amor enquanto participa de importantes acontecimentos da história. Claire Beauchamp Randall foi separada de seu marido Frank pouco depois da lua-de-mel, quando ele foi convocado para lutar na Segunda Guerra Mundial. Ao final do conflito, Claire e Frank se reencontram e retomam a vida que tinham em comum numa viagem a Escócia. Mas o reencontro não ocorre da forma esperada. Parece haver entre a esposa e o marido um distanciamento muito maior do que aquele causado pelos anos de guerra. Ao visitar uma antiga e mística formação de rochas, Claire finalmente vai conhecer seu destino.

Relançado pela editora Saída de Emergência esse ano, o livro ‘Outlander, a viajante do tempo’ é o primeiro de uma série de livros, que acaba de ser adaptado para televisão como série, pelo canal Starz. As primeiras edições já tinham sido lançadas aqui no Brasil antes pela editora Rocco, então se você não quiser esperar pode procurar as edições antigas, eu vi algumas ainda a venda. E se você vai esperar, não se preocupe, que a SDE não está enrolando para lançar os livros. Se eu não me engano, o primeiro saiu em julho, e o segundo livro  ‘Outlander,a libélula no âmbar’ já tem data de lançamento marcada para o dia cinco de novembro.

Eu não sei exatamente como começar essa resenha. E difícil descrever algo que me envolveu tanto. Faz um bom tempo que eu não sentia nada desse nível, digo, eu li livros bons, perfeitos e etc… mas Outlander faz você literalmente mergulhar na estória. Você acompanha a protagonista – Claire – em todas as suas fases, antes e depois na mudança. Ao todo o livro se passa no período de um ano, e apesar de ter relativamente poucas paginas para esse período de tempo, a autora desenvolve ele em um ritmo perfeito. Ela descreve o ambiente que cerca Claire em detalhes, é como se você estive lá. O mesmo com os personagens. Ao mesmo tempo em que Claire vai ficando mais intima deles – mais de uns do que de outros – você sente como se também os conhece. Eu vou fazer um resumo rápido antes de falar mais sobre ele, já vi que essa resenha vai ficar um pouco – só um pouquinho – longa.
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Claire Beauchamp é uma enfermeira na II Guerra Mundial. Ela é casada com Frank Randall a anos, mas eles não se veem a cinco anos devido a guerra. Quando a Guerra termina, eles vão em uma segunda lua de mel para a Escócia, renovar o a conexão que o tempo tinha desgastando. Depois desse tempo, tanto Claire quando Frank são pessoas diferentes. Eles tentam lidar com isso a sua forma, nem sempre em concordância, para renovar seu casamente. E eles realmente se amam. Você pode ver isso no decorrer dos capítulos, que apesar do tempo, a distancia e as mudanças, eles ainda se amam. O que dá um contraste interessante mais para frente.

Bem, um dia Frank abre mão do seu passado – ele está estudando sua geologia familiar – e vai com Claire até as ruínas Craigh na Dun, um círculo de pedras que lembra muito Stonehenge. Lá ele presenciam um ritual pagam e vão embora. Mas Claire volta pela manhã colher plantas, ela tem um interesse especial por botânica.  Então ela ouve um zumbido e depois de tocar na pedra central é trasportada para a Escócia de 1743, onde depois de encontrar o antepassado do seu marido de uma forma nada feliz, ela é levada por um grupo de escoceses como refém. Assim ela passa a viver com o clã MacKenzie, trabalhando como sua curandeira em quando eles decidem se ela apenas um mulher com ótimos conhecimentos, ou uma espiã ou bruxa.

Colocou a xícara de volta no pires cuidadosamente, como se receasse que fosse explodir no seu rosto. As linhas em torno da sua boca aprofundaram-se e as sobrancelhas se uniram numa expressão intrigada.

– Bem- disse, finalmente. – Essa é uma das mais estranhas que já vi.

-É mesmo?- Eu ainda estava achando engraçado, mas comecei a ficar curiosa. – Vou conhecer um estranho alto e moreno ou fazer uma viagem através do oceano?

-Poderia ser. – A sra. Graham percebeu o tom irônico em minha voz e imitou-o, sorrindo ligeiramente. – E poderia não ser. Isso é que é estranho sobre sua xícara, minha querida. Tudo nela é contraditório. Há a folha curvada para a viagem, mas está cruzada pela folha quebrada que significa permanecer no lugar. E há estranhos, sem dúvida, vários deles. E um deles é seu marido, se eu li as folhas direito.

E conforme o tempo vai passando Claire tem que lidar com as diferenças culturais e temporais, em quanto tenta fugir para o seu tempo e não perder a si mesma. E além disso tudo, sua imediata conexão com Jamie, um jovem com sua cabeça a premio.

E é basicamente assim que se inicia a estória, mas isso é apenas um micro pedaço do livro. Como eu disse, ele percorre um ano, então bastante coisa acontece nesse tempo. Eu gostaria de falar de algumas dessas coisas, porque tem uns assuntos bem polêmicos, mesmo considerando o tempo que o livro foi lançado, que alias foi em 1991. Mas em respeito as pessoas que não leram o livro, e as que estão acompanhando a série – e sofrendo com esse HIATUS gigante como eu – eu vou me controlar e evitar falar sobre esses acontecimentos específicos. Pelo menos nessa resenha, na do segundo livro não sei bem ainda . Até porque é desses livros que você precisa discutir com alguém.

Primeiramente, o livro é muito bem detalhado e realista. A Diana segue os costumes da época de forma bem efetiva. Ela não te poupa das partes ruins do período, em nenhum sentido. O machismo, a violência e etc… mas ela é também bem objetiva em relação as partes boas. Assim dá uma balanceada. Outra coisa que amei é a forma como ela desenvolveu o enredo, foi que ela te dá tempo para ir assimilando as coisas. Nem tudo são flores no inicio, mas ela vai te preparando pros acontecimentos do final. E apesar de algumas coisas serem um pouco pesadas – alguém devia indicar esse livro pro George R.R. Martin – você não sente o total impacto delas por causa disso. Pelo menos foi assim comigo.

Mas o que me ganhou mesmo foram os personagens. A Claire é com certeza a minha protagonista preferida de todos os tempos. E olha que eu não sou fácil de agradar. Ela é bem diferente do que eu esperava para uma mulher dos anos 60, mas ela também não teve um estilo de vida comum. Ela é infinitamente corajosa, principalmente considerando tudo. E extremamente inteligente. Ela passa por vários choques de realidade, e alguns traumas,e apenas lida com isso e segue em frente.

E tem o contraste entre Jamie e Frank. Jamie é um escocês corpulento que começa a estória de forma suave, até controlada. E com forme o tempo vai passando, ele vai se mostrando mais brusco, mas sem perder o toque agradável.  As brigas dele com a Claire e com a irmã são extremamente divertidas. Não há papas na linguá. E no decorrer, ele também vai demostrando seus talentos como líder. E isso importa de varias formas que não posso falar sem spoiler. rs

Todos os olhares do salão se concentravam nele, mas falou como se fosse apenas ao homem diante de si. Sua voz era grave como a de Colum e cada palavra claramente audível.

– Colum MacKenzie , eu venho à sua presença como um parente e aliado. Não lhe faço nenhum juramento, pois meu juramento está prometido ao nome que carrego. – Ouviu-se um murmúrio baixo e ameaçador da multidão, mas ele ignorou-o e continuou. – Mas lhe dou voluntariamente tudo o que possuo; minha ajuda e minha boa vontade, onde e quando precisar. Dou-lhe minha obediência, como parente e como senhor dos MacKenzie, fiel à sua palavra, enquanto meus pés permanecerem nas terras do clã MacKenzie.

Já Frank é o oposto de Jamie. Um professor inglês que leva os costumes da sua época muito a sério. Ele é educado e contido, até um pouco chato. Mas eu até que gostei do Frank no começo. Ele não é um mal personagem, só fica apagado em função da personalidade dos outros. E apesar de eu torcer pela Claire e Jamie, eu tive um pouco de pena do Frank. Me pergunto o que vai acontecer com ele mais para frente.

E os coadjuvantes desse livro, são simplesmente brilhantes. Eles tem um espaço importante na estória. Obviamente eu tenho meus preferidos, alguns de mais destaque do que outros. Dois deles são os irmãos Colum e Dougal MacKenzie. Ambos são personagens muito fortes singularmente, mas eu achei a relação deles mais interessante ainda.  No inicio eu tive uma impressão quase avessa, mas depois de um tempo você percebe como essa noção é superficial. Ambos são praticamente um complemento um do outro. Mesmo no livro eles afirmam isso, quando alguém se refere a Dougal como as pernas de Colum.

E outro personagem intenso é o vilão, Jonathan Randall, também conhecido como Black Jack. Ele é o antepassado de Frank e sua copia idêntica, pelo menos fisicamente. Ele é um homem cheio de camadas, complexo até. Ele tem um charme natural, o que é totalmente injusto considerando o quanto ele é cruel. Eu não esperava que as coisas chegassem a certo nível, são tão ruins. Mas as atitudes dele fizeram eu criar um asco profundo do personagem, que chegou a ser incomodo de sentir.

Resumindo, eu estou ansiosa pelo próximo livro. Ele me deixou extremamente curiosa, porque não consigo definir um ‘final’ para série. E claro, tem a série de TV. No momento ela tem apenas oitos episódios, e eles cobrem um pequeno pedaço da estória. Bem pequeno mesmo. Eu me pergunto se eles vão fazer todo o primeiro livro em uma temporada. Mas só vou descobrir em Abril, que é quando a série termina o HIATUS. T-T Alias, o elenco da série ficou perfeito. Eu estava lendo o livro, vendo os rostos dos atores na minha frente. Teve algumas alterações na caracterização, mas são coisas tão insignificante que você acaba mal reparando. Eu apenas notei porque eu li o livro depois.

Então, se vocês leram o livro ou viram os primeiros episódios da série, deixem suas opiniões.

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6 comentários em “Resenha: Outlander – Diana Gabaldon

    Ana Carolina disse:
    25 de outubro de 2014 às 23:19
      itgeekgirls respondido:
      27 de outubro de 2014 às 14:57

      Sim, grande rs mas é muita coisa pra falar rs e eu resumi ainda em

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    Parceria – Grupo Sextante | It Geek Girls disse:
    5 de abril de 2015 às 00:36

    […] Outlander – Diana Galbadon […]

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    […] – e de tv também, porque a adaptação esta ótima. Eu cheguei a resenha o primeiro livro aqui e fiz uma breve comparação com a série; mas devo aprofundar um pouco sobre a primeira temporada […]

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    […] – e de tv também, porque a adaptação esta ótima. Eu cheguei a resenha o primeiro livro aqui e fiz uma breve comparação com a série; mas devo aprofundar um pouco sobre a primeira temporada […]

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    […] – e de tv também, porque a adaptação esta ótima. Eu cheguei a resenha o primeiro livro aqui e fiz uma breve comparação com a série; mas devo aprofundar um pouco sobre a primeira temporada […]

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