Resenha: O Reino das Vozes que não se calam

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Se você encontrasse um lugar onde todos o aceitassem seria capaz de abandoná-lo?

Sophie se esconde de todos e de si mesma: insegura, não consegue enxergar sua beleza e talento, e sente dificuldade em se relacionar com os outros. Seu dia a dia se perde entre os caminhos tortuosos dos que convivem com a depressão e o bullying e a jovem aos poucos vai se fechando na escuridão de seus pensamentos. Desamparada e sem coragem de lidar com seus problemas, ela acaba descobrindo um lugar mágico: um Reino onde as vozes não se calam e as criaturas encantadas se tornam reais. Um local colorido onde ela finalmente poderá se encontrar. Dividida entre a realidade e a fantasia, Sophie contará com a ajuda preciosa de um rapaz comum e uma guardiã encantada, que lhe mostrarão os segredos da alma e a farão decidir se vale a pena enfrentar seus medos ou viver em um eterno conto de fadas.

Você provavelmente ouviu muito sobre esse livro. Ele é um dos lançamentos da Editora Rocco desse semestre e teve uma grande repercussão.  Ele foi escrito pela Carolina Munhoz, que eu achava desconhecer , mas recentemente lembrei que já tinha lido um livro dela, que foi ‘O Inverno das Fadas’ , que é muito legal. Ela tem mais alguns livros, todos voltados para fantasia. E junto com ela na criação desse livro veio a Sophia Abrahão, cantora/atriz e agora escritora também.

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O que primeiro me atraiu nesse livro, na verdade foi 90% do motivo de eu ter comprado ele, foi a arte geral. A capa é muito bonita mesmo, a Rocco tomou todos os detalhes em conta. Ela tem um relevo no titulo  e um mais suave na moldura que envolve a capa. A diagramação das páginas ficou perfeita. Eu só aumentaria um pouco o tamanho das letras, mas isso é porque eu sou extremamente míope, então pode ser desconsiderando.

Sobre o livro em si. Ele conta a estória de Sophie, uma adolescente que sofre de depressão por causo do famoso bullying. Ela até lida bem com isso, mas depois de um acontecimento especifico que terminou com o ‘rompimento’ com a melhor amiga, ela apenas cansa de tudo. E assim ela conhece O Reino, um lugar onde ela de transporta , pelo menos mentalmente, quando está dormindo. O Reino acaba virando o escape de Sophie. Ela começa a procurar maneiras de permanecer nele pra sempre e isso prejudica a sua vida no mundo ‘real’.

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Eu gostei da intenção do livro. Ele trabalha temas complicados, como a depressão, e mostra desde o escape a superação da Sophie. A ideia do Reino também foi boa. Ele era o pedacinho de felicidade na vida da protagonista e ajudou ela a lidar com tudo, a crescer. A Sophie que termina a estória é uma Sophie diferente da que começou. Mais forte, mais saudável. Mas eu realmente não gostei do livro si.

Não me matem, please! Eu sei que muita gente gostou dele. Eu vi resenhas positivas aos montes, mas ele apenas não me ganhou. Essa é a minha opinião sobre ele, a sua pode ser diferente ou não. Só não me estrangulem. rs

Eu não gostei por vários motivos, mas principalmente foi a falta de desenvolvimento da parte fantástica dele. Apesar do foco do livro ser o que acontece com ela no mundo ‘real’, pelo menos da minha perspectiva,  o Reino tem uma importância gigante na vida da Sophie. E quando ela chega lá tanto a relação dela com os personagens desse Reino, com o ambiente em si é muito fluida. Fluida até demais. Ela amou tudo muito rápido e de forma tão intensa que estava a ponto de desistir de tudo que ela conhecia e amava também, incluindo sua família, para ficar pra sempre lá. E em quanto eu lia eu não entendi o porque disso.Sim, a vida dela não era fácil. Sim, todo mundo amava ela incondicionalmente nesse lugar. Mas isso não justifica a obsessão/amor dela pelo lugar. O problema principal na vida dela não era nem o bullying, era a depressão. Então fugir não era exatamente a solução. Além disso, eu sinto falta de detalhes. Umas páginas a mais iam fazer bem a estória, ela  ia ficar menos corrida e ia dar um tempo pra conhecer melhor a personagem. Se os sentimos dela crescem mais devagar já ia fazer uma grande diferença.

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Eu perdoaria todo esse paragrafo a cima – continuaria não gostando, mas perdoaria. – se um pequeno detalhe no final fosse diferente. Eu não posso dizer o que, mas iria tirar a etiqueta ‘fantasia’ e colocar um foco maior no drama. O forte do livro é o drama e esse pequeno detalhe estragou um pouco mais dele pra mim.

Mas nem tudo esta perdido! Teve uma coisa que eu achei genial e que devia ser obrigatória em todos os livros. E que no finalzinho temos uma trilha sonora, com ótimas musicas e que se adaptarão bem a estória.
Então se você já leu sinta-se a vontade pra deixar sua opinião nos comentários. Se não leu, leia! E deixe sua opinião  depois !

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Um comentário em “Resenha: O Reino das Vozes que não se calam

    Priscilla Yuri disse:
    4 de novembro de 2014 às 18:01

    Olá Evellyn, adorei seu blog! Eu amo ler e amo livros, mas nem sempre conseguimos comprar todos que queremos né! Muito bom ler as resenhas! Parabéns…^^

    Beijos*

    http://www.priscillayuri.com

    Curtir

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