Crítica : The Possession Of Michael King

Postado em Atualizado em

possession_michael_07-vertOi pessoas lindas! Que saudade eu estava de escrever aqui. Estou sem internet a um pouco mais de um mês e sem computar  a um pouco a mais que isso. Definitivamente se mudar não é legal. Mas tudo bem, agora as coisas estão mais tranquilas por aqui, então vou poder voltar a atualizar o blog com frequência. Eu tenho uma pilha de livros pra resenhar e uma lista de filmes e séries para falar sobre – também tem alguns animes, eu notei que a postagem de Sailor Moon esta bem movimentada, então queria saber se vocês gostam desse tipo de tema, animes e mangás e etc? Se sim deixa nos comentários! – e vou tentar postar pelo menos umas duas vezes durante a semana para tirar o atraso. Mas hoje eu vim falar de uma das minhas coisas preferidas no mundo: filmes de terror.

Eu estava assistindo The Possession of Michael King e percebi que nunca falei sobre filmes de terror aqui, que é uma das minhas paixões. Na verdade eu amo cinema no geral, loucamente, mas terror em especifico é um dos meus gêneros preferidos. Inclusivo pra livros, apesar que pra ler eu prefiro aquele horror com mais suspense, mistério e etc.Então eu adiantei esse post na frente dos outros que estou devendo! Eu achei esse filme perfeito pra começar porque ele não ficou tão em evidencia aqui – na verdade quase ninguém viu – o que é meio absurdo considerando que filmes de terror muito ruins ficaram tão populares. Cof Cof Ouija Cof Cof Annabelle…

Esse é mais um filme de possessão demonica filmado em found footage -aquele estilo ‘documentário perdido’ que existe desde os anos 80 mas que a maioria das pessoas acha que veio da Bruxa de Blair?- mas um dentre um milhão. Ou seja, ele tem aqueles clichês inavistáveis do gênero. Isso me desanimou um pouco em relação ao filme. Eu estou saturada de ver cenas de corredores desertos por minutos eternos e câmeras em primeira pessoa. Há algo muito cansativo em ver o mesmo enredo ‘pessoa possuída andando em uma casa com câmeras em todo lugar’ toda hora. Por isso quando fui assistir toda a empolgação que eu tinha com o filme graças a sinopse tinha ido quase toda embora. Por isso eu digo com absoluta certeza que fiquei surpresa com ele!

Ele foi um dos melhores no ano, pelo menos dos que eu vi. Não chega a ser aquele trabalho genial como de The Babadook, mas brinca com os clichês de forma agradável com um roteiro que é um pouco fora do padrão. Ao menos na primeira metade do filme.

O filme começa quando o protagonista , Michael, perde sua esposa em um acidente. Ele se enche de raiva e joga isso tudo na crença geral em uma força maior. Então decide que vai provar que nada disso existe, que Deus e o diabo são apenas uma forma de negócio lucrativo, juntamente com mediuns, necromante e etc… Ele se usa como cobaia para as piores maldiçoes e feitiços que puder encontrar e filma tudo isso desde o começo.

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A partir dai temos um roteiro dinâmico e interessante, principalmente as partes dos ‘rituais’ em que ele se coloca. Não fica determina qual exatamente funcionou, mas pra mim foi algo tão simples como a decisão dele de se colocar voluntariamente nessa situação lá no comecinho do filme. A forma como eles demostrar a degradação dele durando o processo ficou muito bem trabalhada, principalmente como isso vai espelhando na casa em que ele vive com sua filha e irmã, que vai ficando opressiva e sombria durando as mudanças no protagonista.

Infelizmente o diretor perde a mão na ultima parte. Ele atira um monte de informações sem objetivo e deixa apenas por isso. Cenas que fazem nenhuma diferença significativa e que gastam minutos que poderiam ser mais bem aproveitados com outras coisas, como mais rituais ou  melhor exploração dos já existentes. Além de que depois da possessão estar confirmada, ele começa a forçar com cenas repetitivas e se afundar nos clichês. Apesar de ter um roteiro previsível isso não prejudicou até o final, quando ele apenas ‘cansa’ e leva a estória para um final inconclusivo.

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Um dos pontos adicionais que merecem ser elogiados é a atuação do Shane Johnson. Ele te faz sentir tudo em todo momento, de coisas tão comuns como desprezo ao medo mais perturbado. Ele literalmente segura o personagem a todo momento, por isso meus parabéns.

Concluindo, The Possession of Michael King merece ser visto pra que gosta do gênero e quem não. Pode não ser um clássico do horror nem inteligente o suficiente para grandes festivais, mas ele tem aquela mão de originalidade que merece ser prestigiada. Se você viu deixe sua opinião!

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Um comentário em “Crítica : The Possession Of Michael King

    Bárbara Prado disse:
    6 de agosto de 2015 às 16:36

    Não é o tipo de gênero que eu goste mas sua resenha ficou muito boa e desperta o interesse qualquer um que goste
    Parabéns
    Beijos
    Myself here

    Curtir

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