Resenha: Champion – Marie Lu

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Eu odeio fins de trilogia. Principalmente quando eu gosto muita delas, que foi o que ocorreu com Legend. Marie Lu é uma ótima escritora e incrivelmente sutil. Você vai lendo seus livros e quando percebe já esta no meio de algo grande que não viu chegar de forma alguma. E isso pode ser perigoso, mas ela sabe trabalhar muito bem nesse ambiente sem abrir mão das emoções, que é o que acontece com muitos livros de ação por ai. Principalmente distopias, que tendem a dramatizar ainda mais as situações. Graças a essas qualidades Legend se tornou minha trilogia preferida depois de Estilhaça-me e Jogos Vorazes. E infelizmente chegou ao fim.

Agora, se você não leu ainda os livros anteriores, pode encontrar as resenha de Legend e Prodigy aqui também. Eu tento não dar spoilers, mas por garantia é melhor ler elas na ordem.

A narrativa permanece a mesma, focando em June e Day com uma pequena variação: Eles não estão mais constantemente em contato. Eles passam um período de meses separados após o fim de Prodigy no incio do livro; Day tentando cuidar do seu irmão e sendo o elo que une o povo a Anden, o Primeiro-Eleitor. Já June assume como Primeira-Cidadã e toma uma papel ativo na política ao lado de Anden, reafirmando sua posição como prodígio da república. Nesse período de tempo as mudanças individuais em casa um deles dão um salto; tanto June como Day passaram por muita coisa no decorrer da estória e isso trouxe alterações extremas na vida e personalidade de ambos, mas em Champion eu senti muito mais o crescimento dos personagem em relação ao livro anterior. Acho que esse período de tempo separados ajudou a ter uma noção melhor de casa um e das suas emoções em relação aos outros personagens e um ao outro.

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A república esta em guerra com as colonias devido ao um vírus biológico. Todo o decorrer acontece a partir disso; as decisões que Day tem que tomar como líder – eu sempre considerei ele um anti-líder na republica – e como irmão podem ser divergentes e ele ainda tem que contar seus próprios dias. June tem que auxiliar ele e ao mesmo tempo pensar na república; e ambos tem que lidar com seus sentimentos ainda mais fortes.A possibilidade de paz está sempre ali, mas a de uma guerra duradoura também.

Day abre a porta.Sua expressão endurece antes de sair da sala.

-Se, por alguma razão, a República tentar pegar Éden à força, vou fazer com que o povo se vire contra Anden tão depressa, que ele terá que enfrentar um revolução antes mesmo de piscar.

O livro tem muito ação. As coisas acontecem rápido e apenas explodem no seu caminho. Mas também foi o mais emocional. A autora equilibra um no outro perfeitamente e isso amplia o impacto do livro. Ele no geral tem muita informação para 300 páginas, mas tudo é muito bem trabalhado. O desenrolar dos personagens tem um ritmo rápido e significativo para cado um deles, não só os protagonista.

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Eu vi algumas pessoas reclamando do final, mas eu particularmente achei ele um dos melhores em relação a distopias. Eu estava apavorada com o fim da trilogia quando terminei Prodigy – Outro Convergente não dá – e triste com a direção que estava caminhando Champion. Mas o final foi surpreendente e  incrivelmente original. Eu estava com aquela sensação de ‘aceitação’ quando veio o último capítulo,me deixando emocionada e me fazendo terminar o livro com grande sorriso do rosto.

Champion foi um ótimo fechamento para trilogia e eu super indico a leitura. Se você já leu deixa sua opinião e se não, corre lá.

Talvez exista mesmo algo como destino.

Ainda assim espero, muito insegura para responder.Não posso dar o primeiro passo, não devo. Cabe a ele fazer isso.

Mas então Day estende o braço e toca minha mão. Ele a envolve num aperto de mão. E simplesmente assim , sinto-me ligada a ele novamente, sinto a força do nosso vínculo,da nossa história, do nosso amor em nossas mãos, como num passe de mágica, o retorno de um amigo perdido há muito tempo.De alguma coisa que tinha que ser.

A sensação me provoca lágrimas de emoção. Talvez a gente possa dar um passo à frente juntos.

-Oi!- diz ele. – Meu nome é Daniel.

-Oi!- respondo.- Meu nome é June.

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