Resenha: A Libélula no Âmbar da DIANA GABALDON

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IMG_20150518_171601Finalmente estou postando essa resenha! Eu terminei de ler o livro esses dias, mas eu comecei ele a meses. A demora não foi culpa do tamanho do livro, apesar dele não ser pequeno. Eu enrolei pra ler porque eu sabia que ia ser fantástico e eu iria querer ler o próximo imediatamente; então eu decidi esperar ter pelo menos a data de lançamento do terceiro livro: O Resgate no Mar. A Saída de Emergência tinha confirmado ele para o dia 16 desse mês mas eles acabaram adianto para primeiro de junho, infelizmente.

Se você acompanha as redes sociais do blog ou as minhas, deve ter visto menções de Outlander em diversos momentos. Faz anos que eu não fico tão empolgada com uma série de livros – e de tv também, porque a adaptação esta ótima. Eu cheguei a resenha o primeiro livro aqui e fiz uma breve comparação com a série; mas devo aprofundar um pouco sobre a primeira temporada da série mas pra frente já que o último episódio sai nesse sábado.

E antes de você continuar lendo eu devo avisar que vai ter um pouco de spoiler do livro, principalmente das primeiras páginas. Então se você quer começar A Libélula no Âmbar com  todas as surpresas pule o próximo parágrafo!

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Depois do final digno de sonhos de A Viajante do Tempo eu esperava tudo, menos o que realmente ocorre no começo do livro. Logo de início a Diana brinca com os nossos sentimentos com uma grande susto: Ao invés de começar a partir do final do primeiro livro a estória tem início vinte anos depois com a Claire de volta ao século XX , viuvá do Frank e com uma filha crescida. Dizer que eu fiquei confusa foi o mínimo; O aconteceu? Por que ela voltou? Cadê o Jamie? Essas e mais um trilhão de perguntas são lançadas logo no começo e só vão ser respondidas no decorrer do livro conforme ela vai contando a verdade para Brianne, sua filha com o Jamie.

Fechei a porta devagar, ainda observando os longos membros esparramados na cama, as cascatas de sedosos cabelos ruivos derramados na colcha azul de matelassê.

– Também não é nada mau para a obra de uma vida inteira. – sussurrei. 

Claire sobre sua filha. 

Voltando ao passado, Jamie e Claire tem preocupações muito maiores do que no primeiro livro: eles estão tentando impedir o massacre da batalha de Culloden em 1745.  Por isso vão a França – que é onde se passa praticamente metade dos acontecimentos – tentar sabotar a rebelião de Charles Edward Stuart parar assumir o trono da Escócia. O que já era extremamente complicado só vai se enrolando mais já que o Jamie deve se passar como aliado da causa jacobita e ao mesmo tempo impedir que ela seja bem sucedida.

Esse período que eles passam na França é o mais lento em relação ao desenrolar da estória e o mais longo. Na maior parte do tempo os principais acontecimentos se centram em intrigas da corte, mas isso vai se expandido para situações variadas que vão se ligando e desencadeando a revolução jacobita de 1745.

Quando ocorre o retorno a Escócia você tem um breve período de conforto; revemos alguns personagens e conhecemos outros. As coisas se acalmam por tempo antes da guerra começar e isso é muito bom; E o momento em que você pode respirar antes da estória correr novamente. E como ela corre!

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A narrativa da Diana Gabaldon continua maravilhosa. Eu estou completamente apaixonada pelo trabalho dela. Ela conseguiu criar uma fantasia bem construída e fantástica sem ignorar a época, as tradições daquele tempo. Os personagens se encaixam perfeitamente naquela determinada situação e ela explora bastante isso entrelaçando ficção com a realidade histórica. Eu li algumas criticas – mais pra comentários que criticas – sobre a violência no livro e inclusive comparações com Game of Thrones, o que é absurdo. O ambiente do livro é naturalmente propicio a ocorrer coisas ruins sim, mas isso é apenas uma consequência da fidelidade de Outlander em relação a época; ao contrario da brutalidade sem sentido de Game Of Thornes, que é totalmente infundada.

Outra coisa que eu realmente adoro na narrativa dela é como ela explora as sensações de tudo. A estória é bem descritiva, seja em relação aos ambientes ou aos personagens, você tem uma visão bem detalhada; até porque a Claire é uma personagem bem minuciosa e isso faz parte do ponto de vista dela. Mas além disso uma coisa que eu considero uma assinatura da autora é a forma como ela descreve a sensação – ou emoção, como quiser se referir – que um determinado objeto, lugar ou pessoa passa. Em alguns momento inclusive ela vai além e explora o corpo com uma visão mais biológica como uma forma de meditação para Claire; as batidas do coração, o sangue correndo nas veias e coisas relacionadas a esse grupo.

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Concluindo, o livro foi tão maravilhoso como eu espera. Ele conseguiu me deixar mais ansiosa para o próximo que o primeiro. Mas Deus me livre de alguém me obrigar a escolher entre os dois; é impossível dizer qual foi o melhor. Outlander com certeza é a série que eu estou mais ansiosa para continuar a ler no momento e acho que vai ser assim por um longo tempo. Agora vou contar os dias para o lançamento de “O Resgate no Mar” e continuar a acompanhar as aventuras da Claire e do Jamie.

-Sangue do meu sangue – murmurou – e ossos dos meus ossos. Você me carrega dentro de você, Claire, e não pode me deixar, não importa o que aconteça. Você é minha, para sempre, quer queira quer não, quer me ame ou não. Você é minha e eu não a deixarei partir. –

Coloquei uma mão sobre a dele, pressionando-a contra mim. – Não – disse, num sussurro -, nem você pode me deixar.

– Não – ele disse, esboçando um sorriso. – Pois tenho mantido o final do juramento também. –

Segurou-me com as duas mãos e inclinou a cabeça sobre meu ombro, para que eu pudesse sentir o hálito quente de suas palavras no meu ouvido, murmuradas na escuridão. – Eu lhe dou meu espirito, até o fim de nossas vidas.

Então se você leu o livro deixe sua opinião e se não enjoy!

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